Após um longo hiato, Venus James deu ao público o segundo passo para sua nova era, ao lado do impoper YuGa, James entrega "contradição", um single que separa de vez sua nova fase, da anterior, mas seria essa singularidade boa ou ruim?.
James assina a produção e composição da faixa, cabendo a YuGa, confiar no trabalho da artista principal, "contradição" é mais uma carta na mesa de que Venus não tem medo ou sequer dificuldade de conquistar o telespectador, com uma evidente introdução pré-versos, a impoper não teme a desatenção do público ao elaborar uma faixa de 5 minutos e 21 segundos, sua instrumental cativa desde o primeiro segundo, e a artista inicia mostrando como trabalha bem o material em sua autoridade.
"Quero ver o que eu vejo / Sentir o que eu sinto", em meio a procura da auto descoberta e entendimento de seus conceitos e sentimentos, James traz uma astuciosa letra, "Apenas um memória / Como uma mídia perdida / Talvez eu acho que realmente quero ser esquecida", Venus questiona e abraça sua posição em meio ao mundo virtual como uma lembrança preste a cair no esquecimento, se vencendo pelo cansaço, vemos sua falta de "disposição para isso", o que pode ser mais bem entendido ao afirmar ser consumida pelos flashes, e principalmente na frase mais poderosa e sincera que James poderia arquitetar, "Você sabe o que eu temo / Está sempre por perto / Me cure desse veneno / Me proteja do que eu quero", embora afirme seu desejo, James pede proteção contra isso que ela tanto almeja, visto novamente em meio ao verso "Então me cure desse veneno tão, tão, tão belo", a contradição de rejeitar algo que se deseja, perpetua a sagacidade e detalhamento que a artista tem ao colocar em jogo sentimentos de forma tão bem elaborada, por meio de versos afiados porém sofisticados, a contradição explicitada pela artista parece estar presente em cada observável detalhe.
Em relação a sua consolidada era, Aeriform, Venus trouxe um cativante álbum, superando todos os limites que poderiam ter sido superados, restava então saber se seu novo trabalho superaria novamente o anterior, e após as faixas "have it all" e "contradição", não resta dúvidas de que Venus James sempre pode ir um pouco mais alto do que já foi.
Resenha por Regina Topher.

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