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Avaliação do álbum Broken Butterfly

Madeline Ashford | Broken Butterfly 
Estilo: Indie Pop

Assim que começamos a escutar o álbum a primeira coisa que podemos notar é sua leve influência de épocas passadas como anos 40 e anos 50, como é mostrado de forma óbvia com a faixa chamada "1950".
Com "Destinos" Madeline Ashford abre o Broken Butterfly de forma bem sentimental, retratando um relacionamento, a luta e o que eles investiram para que aquilo desse certo, a faixa  se finaliza com vocais de fundo e sample.

Na segunda faixa "1950", podemos ver algo semelhante, uma continuação, aqui Madeline conta mais sobre o seu relacionamento, contando o quanto amava viver com essa pessoa e os momentos que eles passavam juntos, contando uma história de forma tão subline nos faz sentir dentro da própria sem nem precisarmos ver o clipe, mas igualmente a primeira faixa, "1950" termina da mesma forma, sem vocais da cantora, apenas vocais de fundo e o sample, mas mesmo assim não chegando a ser repetitivo.

Na terceira música "Paraíso Perdido" pode-se perceber características da faixa anterior, mas bem superficialmente, enquanto a 1° faixa retrava o desenvolvimento do relacionamento, a 2° retrava um certo conflinto entre os dois, a 3° parece mostrar o termino deles, e a reação de Madeline a tudo isso, com uma grande dose de empoderamento e superação, mostrando independência, e essa faixa conta com a produção da aclamada Victoria Dyer, mas mesmo com outra produtora, a música termina novamente igual e ao mesmo tempo diferente, os vocais acabam muito cedo, e dessa vez não há nem mesmo vocais de fundo, realmente deixando espaço para preencher.

A 4° faixa, "Salvadora" vem cheia de empoderamento, tanto quanto a antecessora, mas dessa vez não é algo tão crítico, Madeline não sente raiva, demonstra saudade e relembra os momentos que viveram, mas admitindo que ele não lhe fazia bem, mas mesmo assim isso não há impede de apenas relembrar, e podemos entender mais da outra pessoa que formava o casal, descrevendo ele como uma "pessoa tóxica", que mais do que ser uma pessoa "ruim", ele era uma pessoa que precisava de ajuda, coisa que Madeline tentou fazer, mas amor não pode curar tudo, "Salvadora" se mostrou a faixa mais pesada e linda ao mesmo tempo, na minha opinião, a melhor dentre as quatro.

A última música da primeira parte do álbum, a faixa-quase-título, "Broken", ela acaba deixando uma leve possibilidade de um recomeço de ciclo ou apenas soa diferente das outras, mais independente, mostrando que ainda tem muito mais por vir, a música mostra certa dependência e decepção da garota, mas que mesmo com tantos problemas a garota se mantém lutando, o sample de "Broken" é na minha opinião o melhor dos 5, soando mais doce e harmônico, e como todas as 5 músicas, ela termina sem vocais, isso não significa que seja algo ruim, mas soa como algo repetitivo, em algumas música combina perfeitamente, mas em outras da uma sensação de incompleto, talvez essa seja a marca registrada de Madeline, na minha opinião essas são as melhores músicas do álbum:

Salvadora
Paraíso Perdido
Broken
1950
Destinos

O álbum é maravilhoso, letras fortes, significativas e coesas, ótimos samples, clipes bem produzidos, toda a produção faz a gente se sentir dentro da história, a única coisa que peca é o final das músicas, elas acabam sem nada, apenas com sample e leves vocais de fundo, deixa um espaço em branco como na faixa "Paraíso Perdido", mas não deixa de ser um álbum maravilhoso, e a nota final do "Broken Butterfly" é 79, parabéns Madeline Ashford pelo seu trabalho, mal posso esperar pela segunda parte do álbum.


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